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O MACD acompanha a relação entre velocidade e direção — e onde elas podem estar divergindo.

Já se perguntou se uma tendência ainda tem força — ou se já está se esgotando?
O MACD ajuda você a ver isso.
Neste walkthrough, você vai aprender a ler mudanças de momentum usando as linhas e o histograma do MACD, como confirmar se um movimento tem força real por trás — e como evitar perseguir tendências que já estão perdendo energia.
Você não vai receber sinais de compra ou venda.
Vai receber algo mais valioso:
Um jeito de entender se a pressão por trás do movimento está crescendo, parando — ou prestes a reverter.
Vamos começar.
MACD significa Moving Average Convergence Divergence — mas na essência, é uma forma de observar como o momentum está mudando dentro de uma tendência.
Ele não tenta prever topos ou fundos.
Ajuda você a enxergar quando uma tendência está acelerando, travando ou começando a reverter — não com base apenas no preço, mas na força por trás do movimento.
O MACD é construído a partir de médias móveis.
Comparando médias rápidas e lentas, ele mostra como o momentum se expande, contrai e cruza pontos de inflexão.
Essas mudanças muitas vezes acontecem antes da virada do preço — ou justamente quando a estrutura começa a ceder.
O MACD não dá entradas ou saídas precisas.
Mas mostra quando a pressão está crescendo — ou desaparecendo.
Usado junto com estrutura, pode confirmar trades, identificar divergências e evitar entradas atrasadas.
As Linhas — E O Que Elas Revelam.
O MACD é composto por três elementos-chave:
1. Linha MACD
É a diferença entre uma média móvel exponencial rápida e uma lenta — geralmente as EMAs de 12 e 26 períodos.
Quando a linha MACD sobe, o momentum de curto prazo está superando a tendência de longo prazo.
Quando ela cai, o momentum está desacelerando ou revertendo.
2. Linha de Sinal
É uma EMA de 9 períodos da linha MACD. Ela reage mais devagar e suaviza o sinal.
Quando a linha MACD cruza acima da linha de sinal, indica que o momentum de alta está ganhando força.
Quando cruza abaixo, sugere uma possível reversão para baixo.
3. Histograma
Mostra a distância entre a linha MACD e a linha de sinal.
Um histograma em ascensão reflete aumento de momentum na direção do movimento.
Um histograma em retração mostra perda de força — mesmo que o preço ainda esteja subindo.
Juntos, esses elementos formam um mapa visual do momentum — não só a direção, mas também a intensidade e a mudança com o tempo.
O MACD não acompanha o preço diretamente.
Ele acompanha a energia por trás do preço — e como ela muda.
O MACD é mais útil quando você quer entender como o momentum se comporta dentro de uma tendência já visível — se ela está ganhando força, perdendo ritmo ou prestes a mudar.
Você usa o MACD quando:
Ele é especialmente útil em:
O MACD funciona melhor em timeframes mais altos (1H ou mais), onde o fluxo de momentum é mais limpo.
Em timeframes baixos, pode reagir demais — e deve ser combinado com estrutura ou volume.
Evite usar o MACD isoladamente.
Sem o contexto do preço, ele pode gerar sinais prematuros ou falsos.
O MACD não diz quando entrar.
Ele mostra se o momentum está sustentando o trade — ou não.
Vamos seguir Ava — uma trader baseada em tendência que usa o MACD para alinhar suas entradas com o fluxo do momentum, nunca contra ele.
É quinta-feira. Solana (SOL) vem em tendência de alta há dias, subindo de $96 para $108 com pequenas correções no caminho. Ava não está perseguindo o movimento — está esperando o momentum se realinhar após um reset.
O preço recua de $108 para $104.
No gráfico, a estrutura ainda está intacta — topos e fundos ascendentes — mas Ava precisa confirmar que esse recuo é só uma pausa, não o início de um colapso.
Ela abre o painel do MACD.
Isso mostra uma mudança temporária no momentum — uma correção, não uma quebra.
Nas próximas velas, o preço começa a se estabilizar em torno de $104.
A estrutura ainda se mantém — e o MACD começa a responder.
Ava espera a linha MACD cruzar novamente acima da linha de sinal — e o preço fechar com força acima da resistência de curto prazo em $105,50.
Quando ambos acontecem, ela entra comprada.
No dia seguinte, o preço sobe de forma constante.
A linha MACD permanece acima da linha de sinal, e o histograma se expande — confirmando a força.
Ava permanece no trade até o histograma começar a achatar e o preço travar perto de $109.
Esse é o sinal para sair.
O MACD não disse a ela onde comprar.
Disse quando o momentum voltou — e a ajudou a ficar no trade enquanto ele se fortalecia.

O MACD não é sobre sinais.
É sobre ler a força e a direção do momentum.
Ava não reage a cada cruzamento ou barra do histograma.
Ela lê como essas mudanças se relacionam com a estrutura e o fluxo.
Veja o que ela observa:
Onde está a linha MACD em relação ao zero?
Acima do zero, o viés é de alta. Abaixo, de baixa.
Um cruzamento de alta abaixo da linha zero ainda pode ser fraco.
Acima da linha zero, é mais forte — alinhado com a pressão geral.
O histograma está crescendo ou enfraquecendo?
Um histograma crescente indica construção de momentum.
Um em retração — mesmo com o preço subindo — geralmente sinaliza exaustão.
Ava busca divergência entre preço e histograma como pista de perda de energia.
O cruzamento é limpo ou bagunçado?
Um cruzamento limpo, com curvas suaves, é mais forte.
Se as linhas estão achatadas, emboladas ou cruzando repetidamente — o mercado pode estar indeciso.
O momentum acompanha a estrutura?
Ava nunca opera um sinal do MACD isolado.
Ela busca estrutura para sustentar a história.
Se o preço rompe, mas o MACD enfraquece — ela espera.
Se o preço segura um suporte e o MACD vira pra cima — ela observa para confirmar.
Há sinais de divergência?
Se o preço faz nova máxima, mas o MACD não — divergência de baixa.
Se o preço faz nova mínima, mas o MACD sobe — divergência de alta.
Ava usa essas leituras para antecipar mudanças de pressão antes que a estrutura ceda.
O MACD não diz a ela o que fazer.
Ajuda a ler o quão forte o movimento realmente é — e se está ganhando ou perdendo energia.
Ava usa o MACD como filtro de momentum — não como gatilho.
Ele a ajuda a evitar entradas emocionais e a permanecer alinhada com a força — não contra ela.
Ela começa checando a posição da linha MACD em relação ao zero.
Se está acima, assume que a tendência tem força.
Se está abaixo, considera que a pressão de baixa está no controle — mesmo que o preço ainda esteja subindo temporariamente.
Depois, ela observa a relação entre a linha MACD e a linha de sinal.
Um cruzamento recente após uma correção pode significar retorno do momentum.
Um cruzamento depois de um longo movimento tende a indicar desaceleração — não uma nova oportunidade.
Em seguida, ela olha o histograma.
Está crescendo? Achando? Divergindo do preço?
Se cresce junto com o preço, o movimento é saudável.
Se o preço sobe mas o histograma encolhe, o momentum pode estar falhando — e Ava fica cautelosa.
Ela sempre combina o MACD com a estrutura.
Se o MACD sustenta um rompimento ou um bounce em suporte, ela busca confirmação em volume ou velas.
Se a estrutura está limpa, mas o MACD está fraco, ela espera.
Divergência também importa — mas só quando aparece em zonas-chave.
Divergência sem estrutura de preço é só alerta.
Divergência em suporte ou resistência é sinal para observar de perto.
O MACD ajuda Ava a não correr atrás — e a ficar fora quando a energia se foi.
Ele não entrega trades.
Ajuda a decidir quando o trade tem força por trás — e quando não tem.
O MACD não diz pra onde o preço vai.
Mostra como o momentum está se comportando — e se o movimento atual tem força por trás ou não.
Na Kodex, não usamos indicadores para prever resultados.
Usamos para entender pressão, energia e alinhamento.
O MACD ajuda você a estruturar trades com melhor timing.
Mantém você fora quando o momentum está fraco — e dá confiança quando ele retorna.
Mas como toda ferramenta, só funciona com contexto.
O preço traz a estrutura.
O MACD traz a força.
E o trade acontece onde os dois se alinham.
Deixe o momentum falar.
Deixe a estrutura confirmar.
E que suas decisões sigam a força — não o ruído.